Assista o episódio: Gui, Estopa e a Natureza - "Tubarão"


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Gigante do bem

Grande como uma baleia e forte como um tubarão. Sabe quem é? É o maior peixe vivo do mundo e também um dos mais misteriosos, o tubarão-baleia. Ele pode ser visto em vários oceanos, principalmente nos mares temperados e quentes como os do golfo do México e no Mar do Caribe. Aqui no Brasil, o Arquipélago de São Pedro e São Paulo, que fica a aproximadamente 1.100 quilômetros da costa do Rio Grande do Norte, foi o lugar escolhido pelo gigante dos mares para fazer uma parada estratégica antes de seguir viagem pelo Oceano Atlântico.

O Arquipélago de São Pedro e São Paulo é o ponto do território brasileiro mais distante da costa. E é nessa região que o tubarão-baleia encontra um ambiente perfeito para se alimentar e é provavelmente por isso que ele passa por ali. Sabe por quê? A localização e o relevo do arquipélago favorecem o aparecimento de um fenômeno chamado ressurgência – é quando as águas profundas, ricas em nutrientes, vão para as camadas de cima do oceano.

Essas descobertas só foram possíveis graças ao Projeto Tubarão Baleia, que existe desde 2004. Em um dos estudos mais recentes, que recebeu apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção a Natureza, os pesquisadores inseriram chips em três animais para poder acompanhar sua movimentação por meio de satélite. “Foi assim que registramos o mergulho mais profundo para a espécie até então. Verificamos um tubarão-baleia que alcançou a incrível marca de 1.976 metros de profundidade”, conta o coordenador geral do Projeto Tubarão Baleia e pesquisador da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Fábio Hazin.“Sabemos só um pouquinho da vida do tubarão-baleia, mas vamos continuar a estudá-lo para conhecer mais detalhes da sua vida”, afirma Hazin.

Como ele é
Além de gostar de dar mergulhos a altas profundidades, o tubarão-baleia desliza por vários oceanos, sem se fixar num único lugar. Ele é chamado pelos cientistas de Rhincodon typus, pode ter até 20 metros de comprimento e pesar mais de 13 toneladas. Seu corpo é escuro e todo cheio de pintas esbranquiçadas, como se tivessem sido desenhadas.

Apesar da boca enorme que tem, ele é inofensivo ao homem. O gigante bonzinho gosta mesmo é de comer plâncton: bichinhos microscópicos que flutuam nos oceanos. Ele também não dispensa uma boa porção de algas, pequenos peixes e lulas.

Segredos
Os mistérios sobre o tubarão-baleia vêm sendo desvendados aos poucos. Assim como outras espécies de tubarões, pouco se sabia sobre a reprodução desse animal até pouco tempo. Hoje os pesquisadores sabem, por exemplo, que a espécie é ovovivípara (ou vivípara lecitotrófica).

Fica mais fácil entender essa palavra difícil conhecendo outros termos antes. Os animais ovíparos põem ovos e os embriões – os novos seres em crescimento – se desenvolvem dentro deste ovo que fica fora do corpo da mãe. Os embriões dos animais vivíparos se desenvolvem dentro do útero da mãe, como acontece com nós seres humanos e outros mamíferos.

Os ovovivíparos são uma mistura. As mães também carregam seus embriões no útero, só que cada um dos embriões cresce dentro de um ovo e não é alimentado diretamente pela mãe, mas sim por meio de uma bolsa individual que é rica em nutrientes – a bolsa vitelínica. Já na fase final, os embriões eclodem dos ovos e terminam seu desenvolvimento ainda no útero da mãe, até que a bolsa vitelínica seja totalmente absorvida pelo filhote. Depois disso, o filhote estará pronto para nascer e enfrentar os desafios da natureza.
Somente de uma mamãe tubarão-baleia podem nascer até 300 filhotes de uma só vez, com cerca de 60 centímetros cada um. Os filhotinhos demoram a crescer e levam mais ou menos 30 anos até começar a se reproduzir.

Ameaçado
Assim como nós, os tubarões-baleia podem viver bastante, entre 70 e 100 anos. Mas isso nem sempre acontece devido à pesca predatória da espécie para consumo de suas grandes barbatanas. Em muitos países, esses peixes são caçados com redes e arpão, o que é facilitado pelo fato de o animal ser dócil e se movimentar lentamente. Esse é um dos principais motivos que faz com que, atualmente, o tubarão-baleia esteja classificado como vulnerável na lista dos animais ameaçados de extinção. Isso significa que a espécie pode desaparecer no futuro em médio prazo. No Brasil, felizmente, capturar e comercializar o tubarão-baleia é proibido. 

Quem quiser mais informações sobre o Tubarão-baleia, pode acessar o endereço no
Facebook ( www.facebook.com/tubaraobaleia)

Sobre a Fundação Grupo Boticário – A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza é uma organização sem fins lucrativos cuja missão é promover e realizar ações de conservação da natureza. Criada em 1990 por iniciativa do fundador do Boticário, Miguel Krigsner, a atuação da Fundação Grupo Boticário é nacional e suas ações incluem proteção de áreas naturais, apoio a projetos de outras instituições e disseminação de conhecimento. Desde a sua criação, a Fundação Grupo Boticário já doou quase U$ 10,6 milhões para 1.266 projetos de cerca de 400 instituições em todo o Brasil. A instituição mantém duas reservas naturais, a Reserva Natural Salto Morato, na Mata Atlântica; e a Reserva Natural Serra do Tombador, no Cerrado, os dois biomas mais ameaçados do país.  Outra iniciativa é um projeto pioneiro de pagamento por serviços ambientais em regiões de manancial, o Projeto Oásis. Na internet: www.fundacaogrupoboticario.org.br, www.twitter.com/fund_boticario e www.facebook.com/fundacaogrupoboticario.

 

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